Reino Hachemita da Jordânia



Na ilustração abaixo, o mapa do Oriente Médio, destacando a localização da Jordânia e sua Capital Amman (Amã):



Após o já mencionado vôo EK-903, de Dubai para Amman, no dia 10/06/2011, às 14:00, também pela Emirates, chegamos à Capital Jordaniana por volta das 15:55 (16:55 no Dubai e 09:55 em Brasília-DF) do mesmo dia e nos hospedamos no Hotel Grand Hyatt Amman, com belíssima vista panorâmica da janela do nosso apartamento, no nono andar:



Destaque para a Mesquita do Rei Abdullah I:



Destaque também para a Bandeira Jordaniana, cujo mastro é, segundo o Guia Turístico José Mohammed, o mais alto do mundo:



E, também do nono andar do Hotel Grand Hyatt Amman, outra vista panorâmica, da janela do restaurante da "Happy Hour":







Importante ressaltar que, no período Greco-Romano, Amã era conhecida como Filadélfia, batizada com o nome do Imperador Romano Filadelfo, sendo que, antes disso, era conhecida como Rabbath-Ammon.

A Bandeira Jordaniana simboliza as raízes do Reino na Grande Revolta Árabe de 1916 e é uma adaptação da Bandeira da Revolta, com as faixas preta, branca e verde representando as Dinastias Abássida, Omíada e Fatímida, respectivamente, e o triângulo vermelho que as une representando a Dinastia Hachemita. A Estrela Islâmica de Sete Pontas, no centro do triângulo vermelho, representa os sete Versículos da Surat Al-Fatiha, a primeira surata do Alcorão, que é o Livro Sagrado da Religião Muçulmana.

Já a Jordânia moderna (O Reino Hachemita da Jordânia) foi fundada pelo Rei Abdullah I, após a primeira guerra mundial, e foi governada pelo seu neto, o Rei Hussein, durante 46 anos até o seu falecimento no ano de 1999, quando o seu filho Abdullah II subiu ao Trono.

A Jordânia transformou-se numa nação moderna que tem vivido tempos notavelmente pacíficos, estáveis e com expressivo crescimento econômico.

O Reino Hachemita da Jordânia é uma "ponte" bastante percorrida entre o Mar e o Deserto, entre o Ocidente e Oriente. Trata-se de um local de beleza e de contrastes hipnotizantes: desde o Vale do Rio Jordão, fértil e em constante mudança (também a fronteira natural entre a Jordânia e Israel), até os Desfiladeiros remotos do Deserto, vastos e silenciosos.

O Turista pode explorar esplêndidos Castelos no Deserto, contemplar com espanto a vastidão assombrosa de Wadi Rum ou banhar-se nas águas do Mar Vermelho, com altíssima concentração de sal, fazendo com que qualquer pessoa possa flutuar tranqüilamente.

A Capital Amman (Amã) é uma das mais antigas cidades do mundo permanentemente ocupadas, tendo uma parte antiga e mais tradicional, o "Centro da Cidade" ou a "Baixa" (em árabe, "Balad") e uma "Amã Ocidental" mais moderna e vibrante, no Estilo Ocidental.

Mais detalhes sobre a Jordânia podem ser vistos no excelente Website Oficial do Turismo da Jordânia, com opção inclusive para o texto em Língua Portuguesa!!!

Para que vocês sintam a mesma emoção que Netinha e eu sentimos na Jordânia, a leitura desse pequeno resumo será ao som de "Wallah Zaman, Ya Bint Yammu Edibal, Yal Khaizaraneh" (Folclore Jordaniano), interpretada por Tareq Al Nasser and Rum Group, e que é uma belíssima Música típica desse País!

Netinha e eu iniciamos o Tour no Sábado - 11/06/2011 - nos arredores de Amman, conhecendo o Castelo de Ajloun e a Cidade Greco-Romana Jerash.

O Castelo de Ajloun é uma Fortaleza Islâmica construída entre 1.184 e 1.185 d.C., construída para proteger o país contra os ataques das Cruzadas. De acordo com o Website Oficial do Turismo da Jordânia, " ...o Castelo de Ajloun (Qal'at Ar-Rabad) foi mandado construir por um dos Generais de Saladino em 1.184 d.C. para controlar as minas de ferro (...) e impedir que os francos invadissem Ajloun.

O Castelo (...) dominava as três rotas principais de entrada na Jordânia e protegia as rotas comerciais entre a Jordânia e a Síria, tornando-se num elo importante da cadeia defensiva contra os Cruzados que, debalde, passaram décadas a tentar conquistar o castelo e a aldeia vizinha.

O castelo original tinha 4 torres, frestas nas grossas muralhas, e era rodeado por um fosso com uma largura média de 16 metros e até 15 metros de profundidade. "


Seguem algumas fotos do Castelo de Ajloun, no Sábado - 11/06/2011:















Todo o nosso Tour na Jordânia foi em companhia do excelente Guia Turístico Jose Mohammed da Agência de Turismo La Beduina Tours.









Uma pausa para tomar um Chá Preto! Estão servidos?







De Ajloun fizemos uma pausa para o almoço, antes de seguirmos para Jerash.

Um Suco de Limão com Menta. Estão servidos?







Pão Árabe e um Café Turco. Estão servidos?



E, para quem quiser fumar, um Narguilê. Podem fumar, pois Netinha e eu não fumamos e, portanto, não pusemos a boca no mesmo... Só para a foto!



Netinha e eu seguimos então para Jerash, com impressionante Riqueza Arqueológica em sua Praça Real, Teatro, Templo de Artemis, Templo de Zeus, além de todo um enorme complexo das Igrejas diversas!

"Perdendo" apenas para Petra, Jerash ocupa o segundo lugar entre os destinos preferidos pelo Turista que gosta de História e Arqueologia e que visita a Jordânia!

A presença humana nesse complexo Greco-Romano remonta a mais de 6500 anos.

A "era de ouro" de Jerash aconteceu durante o período de dominação romana, após ter sido conquistada pelo General Pompeu no ano 63 a.C.

Sob o domínio romano, a cidade se chamava Gerasa, tendo sido uma das dez grandes cidades romanas da Liga de Decápolis (ver mapa logo abaixo).

Sem dúvida, Jerash é uma das cidades romanas mais bem preservadas do mundo, já que permaneceu escondida sob a areia durante séculos, antes de ter sido descoberta, escavada e restaurada nas últimas 7 décadas.

A quantidade de fotos aqui mostrada é apenas um pequenino resumo... "Mil fotos" ainda seriam insuficientes para mostrar a grandeza de todo um complexo arquitetônico arqueológico dessa cidade que é um belíssimo exemplo do grandioso urbanismo romano provincial, traduzido em diversas ruas pavimentadas e com colunatas, além de enormes templos altaneiros no topo das colinas, bem como belos teatros, amplas praças, banhos públicos, fontes e muralhas, além das torres e portas que guarneciam a cidade, com verdadeiras construções que, pasmem, ainda por cima eram anti-sísmicas!

O mapa abaixo, oriundo do excelente Website Oficial do Turismo da Jordânia, destaca Jerash (Gerasa) e Amman (Philadelphia) na época do domínio romano. Destaque também para o Rio Jordão, o Lago de Teberíades (Mar da Galiléia) e o Mar Morto (as duas "lagoas azuis).



Seguem algumas fotos de Jerash, onde Netinha e eu estivemos na tarde de 11/06/2011, com as explicações do excelente Guia Jose Mohammed da Agência de Turismo La Beduina Tours. Comparem o tamanho das construções com o nosso tamanho!!

















Ruas pavimentadas:





O hipódromo:



A praça:







O Templo de Zeus e sua maquete, no Museu anexo:





O Teatro:





A colunata:







Reparem nos capitéis no topo das colunas:





O Mosaico:



E, no final do dia, após o calor (embora não tão quente como os 47º C de Dubai) e a longa caminhada, uma "justa recompensa": uma boa Cerveja Philadelphia, de fabricação Jordaniana! Estão servidos?



E, no Domingo - 12/06/2011 - pela manhã, Netinha e eu fomos conhecer alguns Castelos do Deserto.

De acordo com o excelente Website Oficial do Turismo da Jordânia, "...os castelos do deserto da Jordânia, belos exemplos da Arte e Arquitetura Islâmica inicial, são a prova de uma era fascinante na rica História do país. Os seus belos mosaicos, afrescos, inscrições na pedra e em estuque, e ilustrações inspiradas pelo melhor que a Tradição Persa e Greco-Romana tem, contam inúmeras histórias da vida, tal como era no século VIII d. C.. Apelidados de 'castelos' devido à sua imponência, os Complexos do Deserto tinham, na verdade, várias finalidades, servindo de posto para as caravanas, centro agrícola e comercial, pavilhão e posto avançado, para auxiliar os Governantes distantes a estabelecer laços com os beduínos locais."

Iniciamos o passeio pelo Castelo de Azraq (Qasr Al Azraq), numa localização a cerca de 100 Km a Leste de Amman, cerca de 58 Km da fronteira com a Arábia Saudita e cerca de 249 Km da fronteira com o Iraque!





O Castelo de Azraq é uma Fortaleza de basalto negro, que foi ininterruptamente utilizada desde o tempo dos Romanos e foi também quartel-general do famosíssimo Lawrence da Arábia, durante a Revolta Árabe.













Porta de pedra e "dobradiça" da mesma:





Após o Castelo de Azraq, Netinha e eu visitamos o Castelo de Amra (Qusair Amra), que é património mundial da UNESCO.

Antes, porém, uma paradinha numa tenda, para descanso e um delicioso chá!







Nas próximas fotos, o Castelo de Amra (Qusair Amra), que era um local destinado a banhos e... outras coisas mais que os "moralistas" jamais faziam em suas casas, mas faziam "intensamente", quando distantes de suas famílias (não muito diferente dos dias atuais)...















Em seu interior, paredes e tetos cobertos por expressivos afrescos, além de mosaicos no chão em duas de suas salas:





Na mesma manhã de Domingo - 12/06/2011 - Netinha e eu seguimos para o Castelo All Kharaneh que era uma "hospedaria" e ponto de apoio para descanso de caravanas que viajavam pelo Deserto.















E, após a almoço, no mesmo Domingo - 12/06/2011 - Netinha e eu seguimos para Amman, onde iniciamos o tour pela Mesquita do Rei Abdullah I (a mesma mostrada logo acima, da janela do hotel).





Conforme já havia comentado, o hotel onde nos hospedamos fica na parte moderna de Amman. Após a Mesquita do Rei Abdullah I, Netinha e eu seguimos para a Cidadela, interessantíssimo Sítio Arqueológico na parte antiga de Amman!





O Templo de Hércules:













O Teatro Romano:









Netinha e eu seguimos então, na mesma tarde de Domingo - 12/06/2011 - para o Centro da Cidade, com o tão característico comércio, feira e souks (bazares):













E, pela primeira vez em minha vida, vi uma loja vendendo Alaúdes, belíssimo Instrumento Musical de Cordas, "Avô" do Violão e da Viola Caipira!!!



Na Segunda-Feira - 13/06/201 - Netinha e eu deixamos Amman e seguimos para Petra, passando antes pelo Monte Nebo, Madaba (antiga Moabite) e Wadi Rum.

O Monte Nebo é o local onde se acredita que seja o Túmulo de Moisés, onde ele, após fujir do Egito, atravessar o Mar Vermelho e peregrinar durante 40 anos pelo Deserto, juntamente com o Povo Hebreu, avistou pela primeira vez a Terra Prometida de Canaã, tendo morrido logo em seguida, após cumprir a Missão.

De acordo com o excelente Website Oficial do Turismo da Jordânia, de acordo com o que é narrado no Capítulo Final do Livro do Deuteronômio, " ...foi no Monte Nebo que foi dado a conhecer ao Profeta Moisés a Terra Prometida que Deus estava a dar aos Hebreus. 'Então subiu Moisés das planícies de Moabe ao Monte Nebo, ao cume de Pisga, que está defronte de Jericó.' (Deuteronómio 34:1).

De acordo com a Tradição Judaico-Cristã, Moisés foi enterrado nesta montanha por Deus e a sua última morada é desconhecida. Os eruditos continuam a discutir sobre se o monte que hoje conhecemos como Nebo é o mesmo que é mencionado na Torá
(os Cinco Primeiros Livros do Antigo Testamento - o Pentateuco).

A Tradição Islâmica afirma que Musa (Moisés) não foi enterrado na montanha, mas sim a alguns quilómetros para o Ocidente (...) para além do Rio Jordão.

No ponto mais alto da montanha, Syagha, foram descobertas as ruínas de uma Igreja e de um Mosteiro. A Igreja, descoberta em 1933, foi construída na segunda metade do século IV para assinalar o local da morte de Moisés. O desenho da Igreja segue o padrão de uma Basílica típica. Foi alargada em finais do século V d.C. e reconstruída em 597 d.C. A primeira referência feita à Igreja surge no relato de uma peregrinação feita por Aetheria em 394 d.C."


O mesmo site também menciona que " ...no dia 19/03/2000, o Papa João Paulo II visitou o local durante a sua peregrinação à Terra Santa (...) Durante a sua visita, plantou uma Oliveira ao lado da Capela Bizantina como Símbolo da Paz."



Seguem algumas fotos do Monte Nebo, lembrando que a Igreja estava em Restauração:





A pedra circular abaixo é Abu Badd, que era utilizada como "porta fortificada" num Mosteiro Bizantino:



Um Mosaico preservado:



Nas fotos abaixo, "com um pouquinho de boa vontade", avista-se o Vale do Rio Jordão e o Mar Morto. Do outro lado do Rio Jordão, Israel!





Reparem nas direções e nas distâncias:



A Escultura que representa a Cruz com uma Serpente, conhecida como Monumento da Serpente Neustã, no cume do Monte Nebo, foi criada pelo Escultor italiano, Giovanni Fantoni e é o símbolo da serpente de bronze, criada por Moisés no deserto (de acordo com o Livro dos Números 21:4-9) e é também o símbolo da Cruz na qual foi crucificado Jesus Cristo (Evangelho de São João 3:14):



Conhecemos também o Handicraft Center Mosaic Workshop, que é um Instituto que se preocupa com a Preservação da Arte do Mosaico:







Na mesma manhã de Segunda-Feira - 13/06/2011 - Netinha e eu seguimos para Madaba, a qual é citada na Bíblia como a cidade de Moabite, onde visitamos a Igreja Cristã Ortodoxa de St. George, com seu famosíssimo Mosaico, que retrata um mapa de Jerusalém, Palestina, Jordânia, Israel e Egito, como eram na época:















Na mesma Segunda-Feira - 13/06/2011 - Netinha e eu almoçamos e "cortamos o estradão" em meio ao Deserto e seguimos para o Sul da Jordânia, e fomos conhecer o famosíssimo Wadi Rum!

Nas fotos abaixo, alguns aspectos da paisagem desértica na estrada pela qual viajamos até chegarmos ao Wadi Rum (Vale da Lua):







Conhecemos também o "embrião" de uma tempestade de areia...





E um camelo na beira da estrada...





E finalmente chegamos ao Wadi Rum, lugar histórico, que, na primeira guerra mundial, foi "palco" da famosíssima rota do Lawrence da Arábia, com suas dunas, tendas beduinas, desfiladeiros e oásis!





E, nessa caminhonete 4 x 4, vivemos mais uma vez, nessa viagem, um pouquinho de emoção, com os ventos do Deserto da Jordânia, à moda de Lawrence Da Arábia, que teve importante desempenho na primeira guerra mundial, tendo sido transformado num filme "épico":

































E um interessantíssimo passeio de camelo com mais de 15 minutos de duração, guiado pelo Beduíno:

































E uma parada na tenda para descansar e tomar um delicioso chá, antes de seguir para o Hotel Movenpick Resort em Petra:



Estão servidos?



Não podemos nos esquecer do Lawrence Da Arábia...



Nem do nosso excelente Guia Turístico Jose Mohammed da Agência de Turismo La Beduina Tours.



Nem tão pouco de Netinha e Ricardinho...



Ao final da tarde da Segunda-Feira - 13/06/2011 - estávamos chegando ao Hotel Movenpick Resorts em Petra para, no dia seguinte, fazermos o que é considerado como o "ponto alto" de uma Viagem à Jordânia, conhecendo uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, ao lado do Cristo Redentor no Rio de Janeiro-RJ, Macchu-Picchu, no Peru, Chichen-Itzá, no México, Coliseu em Roma, Muralhas da China e o Taj-Ma-Hal na Índia!!!

O que será mostrado em fotos daqui prá diante é o "resumo do resumo" de um enorme Complexo Histórico e Arqueológico!!! Um livro e "mil fotos" não são suficientes para explicar em toda a sua plenitude o que é a grandeza de um Sítio Arqueológico como o que Petra tem a nos mostrar!!!

Apenas um dia é "pouco" para conhecer a magnitude do que Petra significa para a História da Humanidade, a História Universal e a Arqueologia!!! Tanto é que o ingresso, por um dia, custa 50 Dinares Jordanianos (aproximadamente 50 Euros, equivalente a aproximadamente R$ 120,00). Por outro lado, o ingresso para dois dias custa 55 Dinares e, para 3 dias, custa apenas 60 Dinares (R$ 144,00)!



De acordo com o excelente Website Oficial do Turismo da Jordânia, " ...Petra foi fundada por volta do século VI a.C. pelos Árabes Nabateus, tribo de nômades que se fixaram na zona e construíram um império comercial que ia até à Síria (...) Apesar das sucessivas tentativas do Rei Antígono de Selêucia, do Imperador Romano Pompeu e de Herodes (...) para controlarem Petra nos seus respectivos Impérios, Petra ficou praticamente nas mãos dos Nabateus até 100 d.C., quando os Romanos a conquistaram.

[Petra] ainda era habitada durante o Período Bizantino, quando o Império Romano passou para o Oriente, para Constantinopla, mas diminuiu de importância daí para a frente.

Os Cruzados construíram lá um forte no século XII, mas em breve partiram, deixando Petra aos habitantes locais até início do século XIX, quando foi descoberta pelo explorador suíço, Johann Ludwig Burckhardt, em 1812.

O Parque Arqueológico de Petra (PAP) compreende uma área de 264 m2 em Wadi Musa, considerado um local turístico e arqueológico e (...) Património Mundial da UNESCO desde 1985. A área tem uma paisagem de cortar a respiração com montanhas de tez rosa, cujo ponto principal é a fantástica cidade nabateia de Petra, que foi esculpida na rocha há mais de 2000 anos."


Nas próximas fotos, a nossa "caminhada" em Petra, riquíssimo Sítio Arqueológico, na Terça-Feira - 14/06/2011:





Fomos recebidos por Soldados Nabateus:



E prosseguimos caminhando no Desfiladeiro (Siq):











Um elefante???!!!



E a "foto clássica" de Petra: o Tesouro ("Treasury")!!!











Até aqui, já havíamos caminhado cerca de 2 Km, mas ainda havia mais outros 2 Km para caminhar, para conhecermos mais um pouquinho do Patrimônio Histórico e Arqueológico de Petra, além de uma subida de mais de 850 degraus para conhecermos o Mosteiro (Monastério) Ad-Deir!!!









Até o banheiro é "cavado na rocha"...



O Teatro Nabateu:







E prosseguimos com a caminhada...









Nas ruínas dessa Igreja Cristã, o posicionamento é muito interessante (conferido com uma bússola): o Altar é no Leste (Oriente) e a porta da entrada é no Oeste (Ocidente)! Qualquer semelhança .'. acreditamos que não seja mera coincidência .'. ...









E, conforme já havia comentado, até aqui foi um total de aproximadamente 4 Km... Mas ainda havia muito mais para se conhecer...

Vamos subir? A partir de agora, depois de percorrermos cerca de 4 Km, temos uma subida de mais de 800 degraus para conhecer o Mosteiro (Monastério) Ad-Deir... Nós subimos a pé, mas quem quiser pode alugar um jegue!!!









E, após a subida, finalmente o Mosteiro (Monastério) Ad-Deir:







Compare meu tamanho com o tamanho do Monastério (Mosteiro) Ad-Deir:



Ou, "de close" com a porta de entrada...



Além das vistas panorâmicas de "tirar o fôlego"...







E, depois de toda essa caminhada de 4 Km, mais essa subida de cerca de 850 degraus, a "missão" agora era... fazer todo esse percurso de volta...



O jeque era uma "tentação"... Mas... Netinha e eu subimos e descemos a pé!!





Na descida, todo Santo... nem sempre ajuda... eita, "carinha de cansaço"...







Até breve, Petra...







Vejam a cor que ficaram nossas meias e nossos tenis, após esses quase 14 Km de caminhada...



Tudo o que foi escrito e mostrado em fotos não é "quase nada", comparado à grandeza desse Complexo Histórico e Arqueológico que é Petra... Com certeza, ainda há muita coisa maravilhosa a ser descoberta!!!

Mais detalhes sobre Petra podem ser vistos no excelente Website Oficial do Turismo da Jordânia!

E, no dia seguinte, na Quarta-Feira - 15/06/2011 - Netinha e eu seguimos rumo a Suwayma, no extremo norte do Mar Morto, onde passamos um dia de descanso, "flutuando"... Não sem antes conhecermos o Castelo (Fortaleza) de Kerak (Karak):







De acordo com o excelente Website Oficial do Turismo da Jordânia, " ...a silhueta marcante desta cidade e castelo fortificados irá fazê-lo perceber, instantaneamente, a razão pela qual o destino dos Reis e das Nações foram decididos aqui durante milênios. Antiga Fortaleza dos Cruzados, Karak fica a 900 metros acima do nível do mar e fica dentro da muralha da cidade velha (...) O castelo tem 220 metros de comprimento, uma largura de 125 metros na parte norte, e 40 metros de largura na parte sul, onde um vale estreito aprofundado por um fosso o separa da colina adjacente e muito mais alta - a outrora posição de artilharia preferida de Saladino. Por todo o castelo, podemos distinguir facilmente a alvenaria escura e de formas difusas dos Cruzados dos blocos de arenito, mais leves e suaves, trabalhados com maestria pelos Árabes que se seguiram.

Apesar do castelo que vemos hoje remontar essencialmente ao século XII, Karak é uma fortaleza desde os Tempos Bíblicos. A Bíblia conta-nos como o Rei de Israel e os seus aliados de Judá e Edom arrasaram Moabe e sitiaram o Rei Mesa na fortaleza de Kir Heres, designação de Karak à altura.

Séculos depois, os Cruzados precisaram de 20 anos para construir o seu enorme castelo. Depois de concluído, em 1.161, passou a ser a casa do soberano da Transjordânia, à altura o mais importante feudo do reino dos Cruzados, rico em produtos e receitas fiscais. Depois de resistir a vários cercos nos inícios da década de 70 do século XII, Karak foi governada por Reinaldo de Châtillon, suserano conhecido pela sua temeridade e barbárie. Em desrespeito por todos os tratados, começou a saquear as caravanas de mercadores e os peregrinos que iam em direção a Meca, atacou a própria pátria do Islam - Hijaz - e fez incursões aos portos da Arábia no Mar Vermelho, chegando ao ponto de ameaçar Meca.

Saladino, governante da Síria e do Egito, reagiu prontamente: tomou a cidade de Karak à força, queimou-a e quase conseguia, também, tomar de assalto o castelo.

Saladino, que atacou o reino dos Cruzados, não demorou a reagir ao ataque de Reinaldo de Châtillon a uma grande caravana em 1.177, altura de tréguas, terminando na derrota do exército dos Cruzados na Batalha de Hattin. Saladino poupou a maioria dos prisioneiros, exceto Reinaldo de Châtillon, que executou pelas suas próprias mãos. Os defensores de Karak suportaram 8 meses de cerco prolongado, antes de se entregarem aos muçulmanos que, misericordiosos, os deixaram partir em liberdade. De novo em mãos muçulmanas, Karak tornou-se na capital de uma região que abrangia grande parte da Jordânia, desempenhando um papel central na política do Oriente Médio durante os 2 séculos que se seguiram.

Durante algum tempo, Karak chegou a ser a capital de todo o reino mameluco quando o Sultão An-Nasir Ahmad se enfadou das lutas de poder no Cairo. Com efeito, foram necessários 8 cercos distintos até que As-Salih Ismail, seu irmão e sucessor, fosse capaz de tomar de assalto a fortaleza e repor as insígnias reais.

Foi durante estes cercos que Karak teve a honra dúbia de ser o primeiro alvo da artilharia moderna no Oriente Médio, quando As-Salih Ismail recorreu aos canhões e à pólvora.

Durante o período Aiúbida e dos primeiros sultões mamelucos, o castelo foi substancialmente remodelado e as fortificações da cidade foram reforçadas com grandes torres mas, incrivelmente, sem portas - o acesso à cidade era feito por passagens subterrâneas cujas entradas ainda hoje são visíveis.

Posteriormente, e com mais frequência do que nunca, a cidade tornou-se num refúgio de rebeldes e o castelo, em local de reunião dos conselhos tribais. Após 1.894, iniciou-se o período da austera administração turca e o palácio mameluco dentro do castelo serviu de prisão.

A Grande Revolta Árabe deu a machadada final no regime turco que terminou em 1918."


Seguem algumas fotos do Castelo (Fortaleza) de Kerak (Karak):





O excelente Guia Turístico Jose Mohammed da Agência de Turismo La Beduina Tours também nos acompanhou na visita ao Castelo (Fortaleza) de Kerak (Karak):







Nas masmorras...











Na mesma Quarta-Feira - 15/06/2011 - Netinha e eu seguimos para o Hotel Movenpick Resorts em Suwayma, no extremo norte do Mar Morto.

O Rio Jordão desagua nessa "lagoa de água salgada" e, a partir de então, o destino da água é somente a utilização industrial ou então a evaporação.

Trata-se do "lugar mais baixo do mundo", estando a 400 metros abaixo do nível do mar, com altíssima concentração de sal. Sendo a água saturada, a densidade da mesma é maior do que a densidade média do corpo humano e, desse modo, qualquer pessoa pode facilmente flutuar, aliás, é impossível afundar, mesmo que se queira, nessa água extremamente salgada, que faz parte da fronteira natural entre a Jordânia e Israel!!!

Seguem duas fotos da estrada de Kerak até Suwayma, beirando a margem leste do Mar Morto:





Seguem algumas fotos do Movenpick Resorts e do Mar Morto:











Reparem no sal que fica nas rochas, conseqüente à evaporação da água saturada:



Flutuando! Não dá para afundar, mesmo que se queira!









De acordo com o excelente Website Oficial do Turismo da Jordânia, " ...a principal atração do Mar Morto é a sua própria água quente, balsâmica e super salgada - cerca de dez vezes mais salgada do que a água do mar e rica em sais de Cloreto de Magnésio, Sódio, Potássio, Bromo e outros. Estas águas, invulgarmente quentes, com uma capacidade de flutuação incrível e ricas em minerais atraem os visitantes desde a antiguidade, incluindo o Rei Herodes (...) e a bela Rainha Cleópatra do Egito.

Todos experimentaram a estimulante e rica lama negra do Mar Morto e boiaram de costas sem esforço, enquanto absorviam os ricos minerais da água debaixo dos gentilmente difusos raios do sol jordano..."


Nas fotos abaixo, um pouquinho de Lama do Mar Morto:













E, após essa maravilhosa viagem e interessantíssimo descanso no Mar Morto, voltamos para o Brasil pelos já mencionados vôos EK-904, no dia 16/06/2011, de Amman para Dubai, e EK-261, no dia 17/06/2011 de Dubai para São Paulo-SP, pela Emirates!

Até breve, Jordânia!!! Até breve, Dubai!!!



A todos, um grande abraço de Netinha e Ricardinho!




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